Crime aconteceu em residência na cidade de Monsenhor Gil"Testemunhas relataram que durante a voz de prisão, a vítima estava muito agitada e por não ter entendido a ordem do policial, teria pego um pedaço de madeira para se defender. O policial militar chegou a ameaçar o idoso efetuando dois disparos no chão e o deficiente reagiu tentando lhe agredir, foi quando ele efetuou o terceiro tiro contra o peito da vítima", relatou.
Uma testemunha, que não quis ter o nome revelado, contou que o militar era novo na cidade, mas que logo após o primeiro disparo foi avisado pelos vizinhos e até pelo policial civil de que o idoso tinha deficiência mental. "Estavámos sentados na calçada quando os policiais chegaram e ao perceber a confusão tentamos conversar com o PM, mas ele chegou a dizer que duvidava da doença da vítima e começou a atirar", revelou.
Ainda de acordo com o morador, um dos disparos quase atingiu a mulher do deficiente, que também é idosa e estava sentada na porta de casa no momento da abordagem. Ele lembrou que após atirar contra Vicente França, o policial ficou nervoso, chegou a colocar as mãos na cabeça e falou não acreditar no que tinha feito. "Temendo a reação dos moradores ele entrou na viatura e fugiu. A vítima chegou a ser socorrida, mas faleceu ao chegar no hospital da cidade", contou.
Vítima tinha deficiência física e possuia 73 anos.Após o ocorrido, uma multidão de pessoas se aglomeraram em frente a casa do idoso na Rua Cedro e em frente ao hospital. Policiais da Força Tática e polícias dos municípios vizinhos foram acionados para conter a população.
Em entrevista ao G1, o irmão da vítima, Fernando França, declarou querer justiça e criticou a ação do policial. "A polícia existe para nos dá segurança e não matar pessoas inocentes, especialmente quem não tem direito de defesa como meu irmão. Todo mundo aqui na cidade conhecia ele, sabia do seu problema e vem um policial despreparado tirar a vida do meu irmão", destacou.
Irmão da vítima pede por justiça e crítica ação policial.O subcomandante do interior, Valter Nunes Leite, informou que o caso está sendo investigado pela Polícia Militar e diligências estão sendo feitas para a captura do policial. O Instituto Médico Legal de Teresina também foi acionado.
