
Flores, pássaros, lugares ou lembranças do passado são algumas das inspirações que os 17 idosos acolhidos pelo abrigo utilizam na hora de pintar. O psicólogo relatou que a ideia surgiu após perceber que o isolamento social fez com que gerasse um aumento do número de casos de ansiedade e depressão entre as pessoas da terceira idade.
Cada pintura desenvolvida por eles é única e cheia de significados, por representar a vida ou algum sentimento do idoso. "Aqui no lar temos uma idosa que vivia em situação de rua e sempre foi apaixonada por balé. Ela nunca praticou, mas sempre admirou a dança e agora fica horas contemplando a tela que pintou”, contou Francisco.
Segundo o psicólogo, além de ser uma forma de passar o tempo, as aulas de arteterapia influenciam a criatividade, autoconhecimento e o aperfeiçoamento de novas habilidades dos moradores do abrigo.
“Não entendo de arte, mas entendo que o lúdico é fundamental no tratamento da saúde mental dos nossos acolhidos, pois uma mente sã faz transformações. Assim, conseguimos trabalhar diversas áreas e lidar melhor com as mudanças psicológicas como medos, fobias, lembranças e desejos. Tudo isso pode ser estimulado e trabalhado através da arte”, explicou.
O Lar de Santana foi inaugurado em 2015 pela Prefeitura de Teresina e funciona no bairro de Fátima, na Zona Leste da capital. O abrigo é administrado pela Ação Social Arquidiocesana (ASA), unidade conveniada à Prefeitura de Teresina por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).