
No meio da palestra, que contava com professores e pesquisadores renomados no país, os invasores enviaram vídeos pornográficos. Alguns deles não fizeram questão, sequer, de esconder o rosto. A discussão acadêmica era sobre territórios indígenas.
"O projeto é voltado para alunos do curso e interessados. A cada live, a gente discute um tema e o de ontem era sobre história indígena. Pelas características foi o mesmo grupo que fez a invasão em Oeiras. Eles enviavam mensagens, cenas pornográficas e se autoidentificaram como um grupo de caça a administradores", explica Valério Negreiros, professor e coordenador do projeto História em Tela, na Uespi em Floriano.
Mesmo com as interrupções, a palestra seguiu após exclusão dos invasores. Valério Negreiros, caracterizou a ação como a de uma "mílicia virtual" e os invasores de "intolerantes".
"Conseguimos excluir alguns deles e silenciar outros. Acredito que o tema tem atraído a atenção dessa milícia virtual. Temas de esquerdas como o de Oeiras que discutiu o anticomunismo, agora foi sobre história indígena. Esse grupo não concorda, não debate com essa visão dos povos indígenas, direitos humanos. Acredito que o tema foi um atrativo para eles interferirem e atrapalhar. Estamos avaliando fazer um boletim de ocorrência e entrar com todas a medidas judiciais para identificar e punir esse grupo de intolerantes. Acredito que o foco seja desestabilizar o debate público e plural da universidade", disse o professor.