Juiz revoga prisão de suspeitos de estupro coletivo e solicita laudos de DNA
16/09/2016 às 10:23 Atualizado em 16/09/2016 às 10:29 3 min de leitura
Segundo a decisão, o juiz entendeu que não havia motivos para se manter a prisão dos dois. Luiz Henrique entendeu que eles não ofereciam riscos à sociedade nem à investigação. Contudo, o magistrado determinou que, por se tratar de crime grave, os réus devem cumprir medidas cautelares.
"Ficando obrigados a comparecer, mensalmente, em Juízo, para informar e justificar suas atividades, ficando proibidos de frequentarem bares e lugares congêneres onde se faça a venda de bebidas alcoólicas, proibidos de manterem contato com pessoa determinada quando, por circunstâncias relacionadas ao fato, deva os indiciados ou acusados dela permanecerem distantes e proibidos de ausentarem-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução".
Ele deixou claro, ainda, que a prisão pode ser novamente decretada em caso de descumprimento das medidas ou se ficar comprovada, por parte da acusação, a necessidade de manter a dupla presa durante as investigações. Um terceiro suspeito responde pelo crime separadamente.
Ainda na decisão consta o pedido, com urgência, de que o Instituto de Criminalística devolva os laudos dos exames periciais de DNA com comparação de perfil genético de Fabiano e Jaulimar com material encontrado na vítima.
O crime
A jovem relatou ter sofrido os abusos entre a noite de sexta-feira (26) e a madrugada do sábado (27). Após deixar uma festa com três rapazes, a moça foi vítima da violência sexual em sua própria casa. Os três foram presos ainda no período do flagrante, no sábado (27).
Segundo o delegado titular da regional de Oeiras, Antônio Nilton, a vítima foi encontrada por vizinhos desacordada e sem roupas em sua própria cama.
"Foram ouvidas várias testeminhas que presenciaram indivíduos saindo da festa com a mulher e outras que presenciaram os três entrando na residência com ela nos braços", explicou o delegado.
Relatos das testemunhas informaram à polícia que os suspeitos estavam com a jovem na festa e depois deixaram o local com ela já em coma alcoólico, completamente desacordada. O delegado confirmou que a moça não tinha como oferecer resistência, configurando o crime de estupro coletivo de vulnerável.
Fonte: Cidade Verde
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