Justiça do PI nega liberdade para três acusados pela morte de PM do Bope
26/01/2017 às 15:46 Atualizado em 26/01/2017 às 16:51 3 min de leitura

Nos autos, os advogados de José Roberto Leal da Silva (apontado pela Polícia Civil como intermediário para a contratação dos atiradores), Igor Andrade Sousa e Weslley Marlon Silva (ambos acusados de terem negociado o homicídio) alegaram que seus clientes têm bons antecedentes, residência fixa, ocupação lícita, dentre outros argumentos, para pedir liberdade para os suspeitos.
Em sua decisão, o juiz Thiago Aleluia foi de encontro aos argumentos dos defensores. “Existem sérios indícios de que os autuados, caso postos em liberdade, possam voltar a cometer outros delitos, posto que, considerando a consulta no sistema themis web percebe-se que Igor Andrade de Sousa e Weslley Marlon Silva respondem a outros procedimentos criminais em Varas da Comarca de Teresina/PI, induzindo-se assim uma inclinação dos autuados para o cometimento de crimes, bem como o desprezo ao estado de direito, a ensejar a ideia segundo a qual uma vez solto voltará a delinquir”, escreveu em trecho do documento.
O G1 tentou contato com os advogados dos três suspeitos, mas ninguém foi encontrado para comentar a decisão.
Em sua manifestação, o Ministério Público do Piauí deu parecer negativo para a revogação da prisão de José Roberto Leal da Silva. Para o MP, a liberdade para o indiciado representaria perigo para o transcorrer do processo.
Além dos três citados, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo MP pelo assassinato de Claudemir. Tanto a investigação da Polícia Civil, quanto o Ministério Público apontam que os acusados Leonardo Ferreira Lima e Maria Ocionira Barbosa de Sousa, que mantinham um relacionamento amoroso e eram parceiros em supostas fraudes ao INSS, encomendaram a morte da vítima. A denúncia aponta que Claudemir havia retornado há menos de um mês para Teresina, e tencionava reatar o namoro com Maria Ocionira, chegando, inclusive, a pedi-la em casamento.
A peça do MP defende que, temendo que a reaproximação prejudicasse sua relação amorosa e financeira, os acusados planejaram o homicídio, ofereceram R$ 20 mil aos executores. A negociação foi intermediada pelo acusado José Roberto Leal da Silva, conhecido como Beto Jamaica, que contatou Weslley Marlon Silva, Francisco Luan de Sena e Igor Andrade de Sousa para estabelecer os termos da contratação.
A investigação mostra também que coube a Weslley Marlon Silva e a outro acusado, Flávio Willame da Silva, a tarefa de executar a vítima. A denúncia aponta ainda Thaís Monait Neris de Oliveira, que, junto com Francisco Luan de Sena, serviram como “olheiros”.
Fonte: G1 PI
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