
A decisão da juíza é do dia 20 de novembro. O prefeito foi preso pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) por posse irregular de arma de fogo com sinais de adulteração, com ele foram apreendidas uma espingarda calibre 12 e uma pistola 380, além de munições dos citados calibres.
Na decisão, a juíza afirmou que apesar das provas contra o ex-prefeito, ele atende aos requisitos necessários para responder pelo processo em liberdade, pois não existem provas de que ele possa atrapalhar a investigação, e que ele não representa perigo para a sociedade.
“Não vislumbro, da mesma forma, risco à ordem pública pela gravidade concreta do crime. Isso porque a conduta típica, embora verificada em decorrência do cumprimento de mandado de busca e apreensão, não fornece elementos que angariem quaisquer singularidades gravosas ao suposto crime cometido que traga a risco de reiteração delitiva, dada, sobretudo, a investigação em andamento”, afirmou a juíza.
Rita de Cássia concedeu liberdade provisória a José Arlindo e aplicou três medidas cautelares: ele deve comparecer mensalmente na comarca para que informe mensalmente as suas atividades; está proibido de se ausentar da comarca por um prazo superior a 8 dias, sem autorização do juízo; e deve comparecer a todos os autos do processo, sempre que intimado.
O ex-gestor já foi preso anteriormente, em 2008 e 2009, por suspeita de participação em um esquema de roubo de cargas.