Os juízes da 2ª Câmara Especializada Criminal afirmaram que as circunstâncias da morte da criança apontam para o perigo da liberdade do suspeito. “Eis que este, por questões banais, arremessou a vítima em direção ao solo, ceifando a vida do próprio filho”, diz a decisão.
Os magistrados ressaltaram, que além da gravidade da situação, há também uma reiteração da prática de violência doméstica por parte do suspeito. O relator, desembargador Erivan Lopes, julgou que a defesa foi incapaz de demonstrar algum erro na prisão do suspeito.
Desta forma, os componentes da 2ª Câmara Especializada Criminal decidiram negar o habeas corpus proposto pela defesa e determinar que Joaquim Neto permaneça preso enquanto responde pelo homicídio qualificado.
‘Fora de si’
À polícia, na época da morte do filho, o jovem disse estar fora de si. "Ele disse que houve um desentendimento entre ele e a companheira, que ela foi para a casa da mãe dela com o filho", informou o delegado Leandro Damasceno ao G1.
Criança de 1 ano e seis meses morreu após ser arremessada no chão.De acordo com o delegado, o suspeito confessou o crime e relatou o ocorrido como sendo uma fatalidade, que aconteceu porque ele estava transtornado devido à briga com a companheira.
"Ele foi atrás para pegar o filho, a criança estava dormindo e ele saiu correndo da casa com ela nos braços, em direção à rua. Ele relatou como uma ação que fez porque estava fora de si", pontuou o delegado.