
O americano também fez questão de mandar uma mensagem de apoio para o brasileiro tricampeão mundial - Medina, que defende o título, desistiu de competir no Havaí alegando que precisa "cuidar do corpo e da mente".
- Quero dizer, Gabriel é o cara. É claro. Espero que você esteja assistindo. Você é bom, cara, então estou te mandando energia positiva - disse Kelly Slater, que falou sobre a sua relação com o Brasil.
- Filipe (Toledo), Miguel (Pupo), que eu surfei contra, o Caio (Ibelli) foi incrível. Ele substituiu o Gabriel, o que foi irônico e interessante, ficando em terceiro no primeiro evento como wild card. Tenho muitos amigos do jiu-jitsu no Brasil, como o Rickson Gracie, que é meu amigo há muito tempo. Também o Ricardo Arona, o Flavio (Canto)... Há tantos, porque eu mergulhei no mundo do jiu-jitsu ao longo dos anos. Então, esses caras têm sido uma inspiração, o Mário Sperry. O Brasil sempre foi um bom lugar pra mim, especialmente quando ganhei meu primeiro título mundial - disse Slater.
Isso aconteceu há quase 20 anos.
- Ganhei em outubro de 1992 e as pessoas no Brasil ficaram loucas por mim. Foi incrível, e foi muito difícil entender aquilo porque nunca tinha acontecido. Por algum motivo o Brasil sempre me apoiou muito - emendou.
Após a vitória em Pipeline com 49 anos e prestes a completar 50 no próximo dia 11 de fevereiro, Slater admitiu estar ainda em choque. Questionado sobre o que ainda pode fazer pelo esporte, brincou com a imprensa.
- Eu queria ganhar o Masters de golfe. Isso nunca vai acontecer, mas quando eu era criança, quando era adolescente, fiz uma lista de todas as coisas que eu queria fazer na vida. Cresci jogando boliche e queria jogar um jogo perfeito um dia. Nunca fiz isso. Só quero ser feliz com coisas realmente simples. E não há outra maneira de conseguir isso, a não ser se expor e se jogar no mundo e se desafiar da melhor maneira que você pode - contou.