Laudo do IML nega morte de bebê de um ano por agressão física no Piauí
21/10/2014 às 09:29 Atualizado em 21/10/2014 às 13:57 2 min de leitura

Segundo o delegado, o documento do IML deu a causa da morte como não identificada. "De alguma coisa essa criança morreu e vamos buscar exames complementares para identificar", afirmou.
José de Anchieta agora tenta relaxar a prisão da mãe porque não existem indícios que apontem que ela teve ação direta no óbito do bebê. “O laudo comprovou que a criança não sofreu agressão física. Os médicos fizeram todos os exames e não identificaram qualquer fratura. As manchas podem ser de alguma doença. Estamos tentando resolver a situação da mãe, que nem teve direito a participar do velório da filha. Confesso que também não entendi a prisão dessa mãe”, disse o delegado, afirmando ainda que a família mora na Zona Rural de Teresina e, possivelmente, não tinham acesso frequente ao Posto de Saúde.
José de Anchieta esclareceu que o auto de prisão foi realizado por um delegado plantonista na Central de Flagrantes, nesse domingo (20), apenas com o testemunho de dois soldados, que tinham observado manchas roxas pelo corpo do bebê.
A justiça foi favorável à prisão preventiva da mãe antes mesmo de sair o laudo do IML. O delegado José de Anchieta informou que as informações sobre o caso estão confusas e, por isso, as investigações estão sendo realizadas para verificar o convívio familiar do bebê, pois ele aparentava estar desnutrido e com anemia.
Entenda o caso
O bebê morreu na tarde de domingo (19) no Hospital Geral do Promorar, na Zona Sul de Teresina, uma hora após dar entrada. A direção do hospital registrou um Boletim de Ocorrência porque suspeitaram que a criança faleceu em decorrência de uma doença não tratada.
Fonte: G1 PI
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