Letícia Colin teve uma separação fracassada. Em entrevista ao videocast 'Conversa vai, conversa vem', que vai ao ar nesta segunda, (28), às 18, nos canais do GLOBO no Youtube e no Spotify, a atriz de 36 anos revela que voltou atrás na separação do marido, Michel Melamed, porque sentia 'uma dor insuportável'. No ar na novela das 21h, 'Quem ama cuida", a atriz de 36 anos também falou sobre a sua experiência de maternidade. Leia trecho:

Seu filho Uri está com seis anos. Ser mãe é mais rock and roll do que paz né?

É radicalíssimo. Recorro muito à Nise da Silveira, porque ela descrevendo o que o paciente vive internamente, umas explosões psíquicas, parece que nomeia. às vezes, até o amor é violento. Sinto um amor violento pelo meu filho. Ele me dói, me atravessa, me desnorteia. De vontade de querer cuidar, de raiva de não saber como, de cansaço, de sentimento de loucura, de paixão, de encantamento. Não é fácil dar conta desse radicalismo dessa intensidade de amor e de dor.

Amo a história da sua 'separação fracassada' do seu companheiro, o poeta Michel Melamed. É uma história de amor... Quando percebeu que havia feito a escolha errada?

Em casas separadas...

Era uma dor insuportável. Foi ficando difícil, a vida foi ficando triste, sem ponto compreensão, parece que eu estava num país estrangeiro onde ninguém falava a minha língua. O mundo já é um lugar difícil, e maravilhoso, mas é difícil de você frequentar e sobrevive, às tantas possibilidades. E como se faz essa curadoria de quem quer do seu lado, do tempo que vai despender para si mesma, paro outro. Quando se encontra um ponto de contato concreto e real do que é a vida parece que sintoniza. Isso é muito raro, especial. Foi bonito o que a gente viveu, foi difícil, mas tinha que ser. E a gente só voltou porque se separou. Às vezes, as coisas em que acabar para a gente perceber que precisam começar de novo.

O antes e o depois dos atores de "Quem Ama Cuida"

Um pouquinho mais de espaço para cada um, conviver com as diferenças de um jeito mais organizado. Ele é um autor, dramaturgo, diretor, entender esse universo dele. Da mesma maneira que tenho essa infinidade de sentimentos e pensamentos, ele tem também. Eu achava que ele tinha que entender tudo que não perdoava quando não entendia. Mesmo sendo incrível e feminino, às vezes, não vai dar conta de mim, Acho que projetei que ele pudesse resolver tudo, isso é cruel com o outro. Ninguém dá conta de ninguém. Tenho que dar conta de mim.