Cajazeiras, localizado no Rio Condado, tem capacidade para armazenar 24 milhões de m³ de água, que eram usados para o consumo humano e animal, além do lazer. "Os açudes de Fronteiras e Pio IX não pegaram água de jeito nenhum. Estão no volume morto", afirma o engenheiro do Dnocs, Edson Pereira.

O açude de Fronteiras que o engenheiro se refere é o Barreiras, localizado no Riacho Catolé. O reservatório atualmente agoniza com apenas 3,79% de sua capacidade máxima, que é de 52 milhões de m³ de água.
Outro reservatório que já está no volume morto fica localizado no Rio Macacos, em Picos. O açude de Fátima está apenas com 2,18% da capacidade total.
A situação também é preocupante no açude Piaus, em São Julião. O reservatório, que possui capacidade para armazenar 104 milhões de m³ de água está apenas com 8,61%. "Piaus chegou a pegar água, mas foi muito pouco", lembra o engenheiro.
Situação oposta
Enquanto Cajazeiras agoniza, o açude Pedra Redonda, em Conceição do Canindé, permanece cheio desde o último período chuvoso e armazena atualmente 96,3% da sua capacidade máxima, que é de 208 milhões de m³. O reservatório é o 3º maior dos açudes monitorados pelo Dnocs, perdendo apenas para Jenipapo em São João do Piauí, que também está cheio (96,77%) e Salinas, o maior, com 308 milhões m³ de capacidade, atualmente com 79,5% do total
Por estarem cheios, os três açudes tiveram suas comportas abertas para amenizar os problemas da seca no semiárido e abastecer cidades na região.
De acordo com um estudo do Monitor de Secas do Nordeste, cerca de 90% do território piauiense está em situação de seca extrema. A previsão é que só hajam chuvas consistentes no final do mês de outubro, segundo a Secretaria do Meio Ambiente.
Na semana passada, o Ministério da Integração Nacional garantiu o repasse de recursos na ordem de R$ 24 milhões para o Piauí.