De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as vítimas trabalhavam na propriedade, onde eram proibidas de sair e faziam o trabalho doméstico, além da limpeza do sítio. A situação foi denunciada por uma mulher, que informou os detalhes aos policiais, que realizavam uma fiscalização de rotina na região.
Trabalho escravoDe acordo com a PRF, as vítimas foram trabalhar no local a convite do proprietário, que prometeu o pagamento de um salário mínimo e cesta básica em troca dos serviços domésticos. Segundo a polícia, as mulheres contaram nunca ter recebido a quantia acertada, eram constrangidas e não podiam deixar a propriedade.
Após o resgate, mãe e a filha foram encaminhadas ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). O Ministério Público do Piauí irá atuar no âmbito jurídico e contará com as informações das vítimas para a apuração do caso.
O proprietário pode responder por sequestro e cárcere privado das mulheres e por submetê-las a trabalho análogo à escravidão.