Mãe fica de joelhos para agradecer sentença que condenou policiais
30/07/2010 às 10:45 Atualizado em 30/07/2010 às 10:46 2 min de leitura
O júri popular decidiu condenar a 18 anos e 8 meses de reclusão os quatro policiais acusados de matar o deficiente mental. Eles também são acusados de formarem um grupo de extermínio que ficou conhecido como 'highlanders', em São Paulo. O julgamento terminou às 2h15 desta sexta, após pouco mais de 16 horas de debates.
Ainda cabe recurso da decisão, segundo o TJ-SP. O julgamento ocorreu no Fórum de Itapecerica da Serra. Desde a manhã desta sexta, nove testemunhas - quatro de acusação e cinco de defesa - foram ouvidas. O interrogatório dos réus aconteceu nos períodos da tarde e noite.
Na saída do fórum, o advogado de defesa dos policiais, Celso Vendramini, disse que vai pedir a anulação do júri. “O promotor usou de um golpe muito baixo na réplica. Ele usou uma camiseta com a imagem da vítima, que tinha dizeres ‘deficiente mental é morto pela Força Tática’, e isso ele não pode fazer de forma alguma. Este júri está praticamente anulado”, afirmou.
O deficiente mental Antônio Carlos Silva Alves, morto em outubro de 2008, foi confundido pelos acusados com um ladrão, segundo a denúncia. Testemunhas viram quando a vítima foi abordada pelos policiais.
A mãe da vítima disse que o novo neto, que nasceu nesta quinta-feira (29), receberá o nome do tio como uma forma de homenagem.
'Highlanders'
Os policiais são acusados de integrar um grupo de extermínio que ficou conhecido como “highlanders”. O apelido se deve ao fato de as vítimas, depois de mortas, serem decapitadas.
O advogado dos réus tem cinco dias para entrar com recurso contra a sentença. Ao todo, nove PMsacusados de fazer parte do grupo de extermínio estão detidos.
Fonte: G1
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