Mais Médicos: 166 profissionais ainda não assumiram postos de trabalho no PI
07/12/2018 às 07:44 Atualizado em 07/12/2018 às 09:52 3 min de leitura

Enquanto uns chegam, outros já estão é deixando o Mais Médicos. Segundo a Secretaria de Saúde, oito profissionais desistiram de atuar pelo programa. Os médicos iriam atuar nos municípios de São José do Divino(1), Corrente (2), São Francisco de Assis do Piauí(1), Matias Olímpio (1), Guaribas (1), Esperantina (1), Campo Largo (1). Por conta disso, o Ministério da Saúde reabriu o edital de contratação de novos profissionais de desistências ocorridas em todo o país, inclusive com vagas para o Piauí.
O superintendente de Atenção à Saúde, Herlon Guimarães, sensibiliza os médicos que ainda não validaram ou homologaram suas inscrições que o façam de imediato, já que o prazo está expirando. Ele ressalta também a importância do profissional que não pretende assumir à vaga, que comunique oficialmente à Secretaria de Saúde do município pelo qual fez a opção de trabalhar.
“É de extrema importância que todos os médicos que estejam em dúvida ou que já têm certeza de que não vão entrar no Programa, que comuniquem oficialmente aos municípios, assim o Ministério pode reabrir as vagas, até pela necessidade de preenchimento da vaga do profissional no município", afirma.
Municípios com médicos validados:
Altos, Batalha, Campo Maior, Caraúbas, Demerval Lobão, Jaicós, Luís Correia, Matias Olímpio, Miguel Alves, Milton Brandão, Monsenhor Gil, Monte Alegre, Nossa Senhora de Nazaré, Patos, Prata do Piauí, Regeneração, São Raimundo Nonato.
Municípios com médicos trabalhando:
Cocal (3), Altos (2), Antônio Almeida(2), Avelino Lopes(1), Campo Maior(5), Capitão de Campos(1), Dom Inocêncio (2), Esperantina (6), Oeiras (1), Pedro II (2), Pimenteiras(2), Pio IX(4), Sigefredo Pacheco(2), Simplício Mendes(1).
Regras mais duras
Com a dificuldade em fixar brasileiros no Mais Médicos, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse nesta quinta-feira (6) que a pasta avalia endurecer as regras para profissionais que desistem de atuar no programa antes do prazo final do contrato.
Pela regra atual, médicos que ingressam no Mais Médicos não precisam devolver o valor de passagens aéreas e ajuda de custo para mudança caso fiquem no programa por seis meses. Hoje, esse auxílio pode chegar a até três vezes o valor da bolsa paga ao médico, ou R$ 35,4 mil.
Com a mudança, a ideia é que o valor de auxílio recebido tenha que ser devolvido de forma proporcional ao tempo em que o médico esteve no programa.
O contrato do Mais Médicos vale por três anos. Assim, caso o médico fique no programa apenas por um ano e meio, por exemplo, terá que devolver 50%.
Fonte: CidadeVerde.com
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