Imagem: Codo NoticiasMais uma Rua de Codó é fechada (Imagem:Codo Noticias)Mais uma Rua de Codó é fechada
Para a população, Codó parece ser uma terra sem lei. Os codoenses estão tirando essa conclusão, mediante alguns acontecimentos, ou melhor, ocupação de locais públicos, pelo menos deveriam pertencer à comunidade.

Moradores da Vila Camilo também adquiriram este entendimento, depois que o Sindicato dos Mototaxistas decidiu murar a sede do órgão. É que a rua que passava em frente ao Sindicato desapareceu com a construção, do que as pessoas estão chamando de “Muro de Xinxim”, certamente uma alusão ao famoso “Muro de Berlim” e Xinxim, porque o presidente do Sindicato dos Mototaxistas é Mano Xinxim. A rua beirava o Centro de Ensino Reitor Ribamar Carvalho e não era pavimentada, uma espécie de vereda, já que há muito mato pelo local. Mas assim como os moradores utilizavam a via para se deslocar de um lugar para o outro, a Cemar – Companhia Energética do MA, também entendeu que ali era uma rua fincou postes e espalhou rede elétrica pelo local.

“Alguns dias atrás aqui era uma rua e o povo passava por aqui. Aí eles chegaram aí, disseram que era terreno deles e fecharam aí. Achei que eles num deveriam ter feito isso aí não”, disse o morador Luís Neto.

O site Codó Notícias procurou o presidente do Sindicato, Mano Xinxim para falar sobre a construção do muro. Mano declarou que não bloqueou o que os moradores chamam de rua, porque nunca existiu rua. Xinxim afirmou que o muro em questão foi erguido dentro do terreno pertencente ao Sindicato que é de 5.242 m² na área que compreende o local por onde as pessoas trafegavam, que vai da rua Pantanal até o muro da escola e acrescentou que naquela região, o Sindicato é o único a dispor de documento de posse de terreno por lá. O terreno onde hoje é a Vila Camilo começou a ser ocupado em 2007, depois que o então prefeito da época, Biné Figueiredo, entregou os lotes de terra. O detalhe é que Biné não documentou a doação para todos os beneficiados. Segundo Mano Xinxim, a maioria dos moradores tem documento de posse falsificado.

“O sindicato tem a declaração de posse do terreno, datada de 21 de dezembro de 2007, assinado pelo ex-prefeito Biné Figueiredo, cedendo uma área de 5.242 m². Ele não fez isso com todos, só uma minoria tem assegurado o direito a lotes na Vila Camilo, isso consta nos registros da prefeitura”, afirmou Xinxim.

Com ou sem razão, e como já foi dito, há dois casos recentes e que dividiram a opinião pública:

PRIMEIRO CASO

O local conhecido por Corredor da Folia ou largo da Liberdade como chegou a ser divulgado pela atual administração, onde há anos eram realizados grandes eventos na cidade, foi ocupado pelo ex-prefeito de Codó, Ricardo Archer. A construção também de um muro cercando grande parte da área de eventos, deixou os codoenses sem lugar para festas como o carnaval, por exemplo. A população já demonstrou repudio pela ação do ex-prefeito e a prefeitura tentou algumas vezes reaver a posse do terreno, mas até agora, de nada adiantou. O muro de Ricardo continua erguido e o corredor da folia, encolhido.

SEGUNDO CASO

O “Beco dos Velhacos” considerado um elo importante que dava acesso da Avenida Santos Dumont à Rua Santa Rita, no Bairro Codó Novo foi bloqueado pela segunda vez, mas ao que tudo indica, desta vez foi em definitivo. O fechamento da via pelo Grupo FC Oliveira deu o que falar. Foi notícias por vários dias na imprensa e motivo de reclamação até hoje pelos moradores daquela região. Também não adiantou a muvuca feita em relação à interdição da rua que desapareceu.