Margarete Coelho defende juiz de garantias e explica como funciona
30/12/2019 às 09:43 Atualizado em 30/12/2019 às 12:12 2 min de leitura

"Houve quem comparasse ao VAR, ao ver de novo, o tira prova. Na verdade não é isso. Não se criou nenhum ato processual novo, nenhuma função nova para a magistratura", explica a parlamentar.
Margarete esclarece que hoje em dia um único juiz acompanha toda a fase administrativa do processo e depois o julga e isso não é recomendado pelos tratados internacionais.
"O juiz está ali para controlar os atos da polícia judiciária, para que os atos sejam legais e que as provas venham robustas e lícitas. Hoje, o mesmo juiz que faz faz essa prova é o que julga e os tratados internacionais desaconselham essa mistura porque termina o juiz, durante o inquérito, formando uma pré-concepção. Ele não teria o afastamento necessário da prova para que possa julgá-la", argumenta a parlamentar.
Margarete acrescenta que há uma estimativa de que só cerca de 10% dos jurisdicionados convivem com apenas um juiz. "Nesse caso, o juiz de uma comarca vai ser o juiz de garantia da outra. E o de instrução e julgamento vai deixar de fazer esse papel. Há uma complementação", diz.
A deputada federal garante que não serão criados novos cargos, por isso as despesas não devem aumentar. "Haverá apenas uma reestruturação dentro das secretarias", pondera.
Fonte: Cidadeverde.com
O que você achou desta matéria?
Seja o primeiro a avaliar
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.