
Segundo a direção do Sindsep, as informações foram coletadas por meio dos registros de colegas, amigos e familiares, nas redes sociais e em veículos de imprensa. Pesquisa realizada pelo sindicato revelou que 62% dos trabalhadores da saúde afirmam não ter acesso à máscara do tipo N95, e ainda enfrentam a falta de máscaras cirúrgicas (52%). Além disso, não há álcool para 70% dos profissionais e avental, para 30%. Ao mapear as condições de segurança de trabalho, a pesquisa mostrou que a possibilidade de contaminação é ainda maior para os servidores do grupo de risco da covid-19, que são quase um terço dos funcionários públicos, considerando apenas aqueles que têm 60 anos ou mais.
Apenas na segunda quinzena de março, o serviço de saúde da capital paulista perdeu 559 trabalhadores, por diversos motivos de saúde. Não há informações sobre casos de coronavírus entre os profissionais de saúde afastados, mas o aumento do número de licenças bate com o período de avanço da epidemia em São Paulo.