Invasores e oficial de justiça discutiram durante ordem de despejo."Estas casas eram para ser entregues em junho, mas devido a invasão não pudemos concluir a obra. Há 40 dias a empresa retomou a construção e as famílias agora devem ser retiradas, porque estamos em atraso com o governo federal por não finalizar este projeto", declarou o diretor da ADH. O representante de vendas Gelson Silva contou ter invadido a casa após ser despejado com a mulher e o filho do Planalto Ininga, Zona Leste de Teresina. Ele alega não ser contra sair da unidade, mas exige garantia de uma nova residência pelo governo.
Mais de 30 famílias receberam a ordem no Residencial Nova Teresina."Todas as famílias aqui fizeram várias vezes cadastro no Minha Casa, Minha Vida e nunca foram beneficiadas. Só invadimos estas unidades porque não temos para onde ir e elas estavam abandonadas, servindo de ponto de drogas. Fomos nós que concluímos a obra, queremos pagar pela moradia assim como os demais moradores do residencial", disse.
A dona de casa Cinthia Barbosa também veio de outra invasão para morar no Residencial Nova Teresina e revelou não ter dormindo à noite preocupada com mais um despejo. "Se não precisasse de casa, nem estaria aqui. Estou com 24h acordada, pensando para onde eu vou com o meu filho", comentou.
Coronel Júlia Beatriz deu prazo de mais uma semana para famílias se retirarem.A espera da casa própria, Antônia Ivanilda de Sousa foi até o residencial acompanhar o despejo dos invasores. A manicure mora de aluguel e há sete anos aguarda receber a unidade que ganhou no programa Minha Casa, Minha Vida.
"Eu vim pronta para receber minha casa. Agora vou esperar mais um pouco para as famílias saírem daqui. É desagradável esperar tanto tempo, fica pagando aluguel, podendo ter o que é meu de direito", comentou.
Ao todo, o Residencial Nova Teresina conta com 350 unidades e o empreendimento foi avaliado em R$ 13 milhões.
