MPF diz que encontrou documentos omitidos por delator e pede para que Moro avalie acordo
25/07/2017 às 09:38 Atualizado em 25/07/2017 às 09:40 2 min de leitura

Em março deste ano, o MPF pediu à defesa de Milton Schahin que apresentasse documentos que comprovariam os repasses a Jorge e Bruno Luz, mas os advogados disseram que não encontraram nenhuma prova que pudesse ser entregue à Procuradoria.
Pai e filho são acusados de operarem pagamentos de propina no contrato de aluguel de navios-sonda pela área internacional da Petrobras, e Milton Schahin, de ter efetuado os repasses ilegais.
No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) compartilhou uma série de provas em que constam documentos apreendidos com o ex-presidente da Eltronuclear, Othon Luiz Pinheiro Silva, nos quais a Schahin Engenharia tinha firmado contratos com empresas offshore ilegais que eram operadas por Jorge e Bruno Luz.
"Desse modo, junta-se comunicações entre a defesa de Milton Schahin e esta Força-Tarefa, a fim de que a colaboração do acusado seja devidamente avaliada na sentença, mormente em relação à omissão na apresentação de documentação e de informações importantes para o deslinde da causa", diz trecho do pedido do MPF.
O G1 tenta contato com a defesa de Milton Schahin.
Documentos de Eduardo Cunha
No mesmo pedido, o MPF anexou além dos contratos, anotações apreendidas com o ex-deputado federal Eduardo Cunha, já condenado na Operação Lava Jato. Segundo os procuradores, as anotações apontam informações sobre cargos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT. Para o MPF, os papeis apontam um suposto loteamento de cargos, "provavelmente em favor do PMDB".
Fonte: G1 Globo
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