Imagem: Fernando Brito/G1Universidade Federal do Piauí - UFPI(Imagem:Fernando Brito/G1)Universidade Federal do Piauí - UFPI

Mais um caso de violência no campus da Universidade Federal do Piauí (UFPI) foi registrado na tarde desta quinta-feira (30) no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL). Um homem armado assaltou uma mulher dentro da instituição de ensino.

De acordo com o capitão Craveiros, oficial de plantão do 5º Batalhão de Polícia, seguranças da instituição chegaram a atirar contra o suspeito, mas ele conseguiu fugir. Ainda segundo ele, policiais realizam diligências na região para identificar e capturar o criminoso.

Imagem: Fernando Brito/G1Clique para ampliarJônatas Araújo, de 21 anos, diz que a segurança na UFPI é frágil.(Imagem:Fernando Brito/G1)Jônatas Araújo, de 21 anos, diz que a segurança na UFPI é frágil.

A situação têm preocupado estudantes como o Jônatas Araújo, de 21 anos, que faz direito na instituição. Ele mora na Vermelha, Zona Sul de Teresina e conta que vários amigos já foram vítimas de assalto.

O estudante diz que o medo da violência na UFPI aumentou com o tempo. Ele leva em conta relatos sobre a ousadia dos criminosos, como por exemplo, que tomam as vítimas no susto, em paradas de ônibus, e outros até nas dependências internas dos Centros Acadêmicos.

"Sinceramente, eu até não tinha tanta preocupação assim, mas por conta dos acontecidos e dos relatos que eu ouço de colegas que foram vítimas, percebo que a UFPI é muito frágil em relação à segurança. Não dá pra se sentir seguro quando se tem uma segurança tão deficiente", contou.

Já para o aluno de direito Guilherme Monteiro, de 19 anos, o problema da violência na UFPI está na facilidade do acesso ao campus.

"Aqui ninguém se sente seguro porque o acesso é livre para tudo e todos. Qualquer um entra aqui sem nenhuma dificuldade. Além de ser deserto, não tem segurança suficiente para pelo menos inibir a ação dos assaltantes", disse.

Imagem: Fernando Brito/G1Clique para ampliarEstudante de pedagogia, Maria Amazilli precisa es- tar todos os dias na UFPI.(Imagem:Fernando Brito/G1)Estudante de pedagogia, Maria Amazilli precisa es- tar todos os dias na UFPI.

O mesmo medo sente a estudante de pedagogia Maria Mazilli, que mora em Timon, no Maranhão, e precisa estar todos os dias na UFPI. Ela contou que já presenciou um assaltante saindo de uma ação criminosa com a mochila cheia de aparelhos eletrônicos.

"Eu vinha chegando quando o vi correndo com a mochila cheia de celulares. Eu, com medo, fugi. Foi um susto. A ideia aqui é sair todo mundo sempre em grupo, ir lanchar, para a parada de ônibus, até no banheiro porque o medo de ser assaltado está grande",
relatou.