A versão dos familiares de Karligeany conta que a polícia chegou, já no final da festa, desligando o som da residência e agredindo o aniversariante, Artênio. “Eles chegaram de forma bruta, agrediram meu irmão e por isso minha mãe (Karligeany) partiu pra cima do policial. Nessa confusão, eles passaram a agredir ela, com spray de pimenta, cassetete e até uma coronhada com o revolver ela sofreu”, disse Artemídia de Araújo Sena, filha da dona do bar.
Um vídeo enviado ao Cidadeverde.com mostra o momento em que Karligeany estava jogada ao chão, desmaiada. “Eles levaram ela do jeito que ela estava. Ela desmaiou, a confusão foi grande. Ainda assim, eles (policiais) levaram ela detida e só voltou pra casa no outro dia”, denunciou Artemídia. “Eram três policiais e não sei identificar o nome deles não. Chegaram com muita violência aqui na minha casa, onde tava acontecendo o aniversário do meu irmão. Minha mãe não podia ter sido atacada dessa forma, é uma mulher”, relatou.
O subtenente China, comandante do GPM de Gilbués, confirmou o caso e esclareceu que tratava-se de uma denúncia dos vizinhos com relação ao som alto. “Os policiais foram lá uma primeira vez pedir para baixar o som. Eles baixaram, mas logo em seguida aumentaram novamente, foi quando os policiais voltaram à pé até lá”, conta o sub tenente. “Esta era uma festa com muito barulho e um consumo excessivo de álcool e drogas. Esta senhora atacou o policial com um soco no olho no momento em que o mesmo estava desligando o som mais uma vez. No revide, o outro policial a deteve com o cassetete”, acrescentou.

O comandante do GPM enfatizou que a festa estava incomodando os vizinhos e a abordagem aconteceu por volta de 1h da madrugada. “Entre eles tinham traficantes e assaltantes. A senhora estava muito alcoolizada também e da agressão dela teve a reação do policial. Foi uma resposta”, justificou o PM. Na ocorrência, o soldado Alves foi atingido pela mulher que foi detida e a polícia declara que os vidros do GPM foram quebrados depois do ocorrido. “Lá nem se trata de uma residência, é um ponto de venda de drogas”, acrescentou o comandante.
Karligeany foi conduzida até o DP de Corrente, onde foi autuada, ouvida e liberada em seguida. “Ela foi autuada pelo crime de resistência, apenas, foi registrado aqui um TCO e encaminhado ao juizado de Giubués”, confirmou o Delegado Regional de Corrente, Leandro Damasceno. “Ela agrediu o policial, usaram o que era necessário para imobilizá-la e agora a justiça cuida do caso”, acrescentou.
Com relação à agressão do policial à Karligeany, o delegado declarou que fica sob responsabilidade da PM. “Se formalizar a denúncia de agressão por parte do PM, a responsabilidade é da corregedoria da Polícia Militar apurar o caso”, confirmou Damasceno.
A família da dona do bar ficou revoltada com a agressão e declara que vai fazer denúncia. “Vamos atrás de justiça porque não precisava agredirem minha mãe da forma que fizeram e nem levar ela. Vamos já procurar um advogado para nos orientar e levar o caso até pra Delegacia da Mulher, se for preciso”, disse a filha Artemídia.