Músico sofre sequestro relâmpago ao ser assaltado em Teresina
25/02/2020 às 14:31 Atualizado em 25/02/2020 às 14:33 3 min de leitura

"Eu parei o carro (nesse endereço) para pegar uns equipamentos para um show que iria fazer a noite. Eles já foram me abordando para assaltar. Uma pessoa que passava pelo local viu a cena e reagiu. Teve troca de tiros e na confusão, no meio do tiroteio, eles me colocaram no banco de trás e saíram comigo. Eles falaram que iriam passar em um banco para sacar o dinheiro (que eu tinha na conta)", disse o músico ao Cidadeverde.com.
Rabello conta que os assaltantes estavam armados. Ao ser liberado na zona rural de Timon, o músico conseguiu recuperar a carteira com todos os documentos porque foi descartada pelos sequestradores no meio da mata.
"Eles esqueceram de passar no banco e foram comigo direto para a zona rural de Timon . Esconderam o carro e eu desci com eles. Eles me fizeram caminhar (na frente deles) e estavam um pouco atrás decidindo o que iriam fazer comigo. Acho que eles estavam com medo de que eu pudesse reagir e, por isso, um deles ficava com a arma apontada pra mim".
Depois desse momento, os assaltantes decidiram liberam o músico e fugiram com o carro, deixando-o sozinho na zona rural. "Eu comecei a caminhar, achei a minha carteira jogada no chão, e encontrei umas pessoas que me deram carona pra Teresina".
O carro do músico foi encontrado abandonado em Timon. Já o celular do músico, levado no roubo, não foi localizado.
"Quando cheguei em Teresina, acionei alguns amigos e fomos tentar localizar o veículo. Eles (assaltantes) usaram meu carro para fazer alguns assaltos e depois abandonaram. Eu já encontrei o carro na Central de Flagrantes de Timon, com alguns equipamentos (de som). Lá também prestei depoimento do que ocorreu à polícia".
O músico recorda dos momentos de tensão e disse que tentou ficar o mais calmo possível.
"Eles estavam o tempo todo com a arma apontada pra mim, me mandavam ficar de cabeça baixa. Eu segui a orientação de não reagir e ficar tranquilo. Eles não falavam que iriam me matar. Então, era uma questão de se manter calmo. Hoje estou bem. Está tudo bem".
Fonte: CidadeVerde
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