O pedido foi encaminhado através de ofício após denúncias de agressões a 17 presos do pavilhão B, que estariam tentando fugir da unidade na terça-feira (10). O fato chegou ao conhecimento da OAB-PI por meio da advogada Joselda Nery Cavalcante, que percebeu marcas pelo corpo do seu cliente preso na unidade.
Penitenciária Irmão Guido em Teresina .O detento passou por uma avaliação médica e foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde prestou depoimento ao delegado plantonista e relatou que tanto ele como outros 16 presos foram espancados por agentes penitenciários e policiais militares que abortaram a tentativa de fuga.
Em ofício enviado ao magistrado, Willian Guimarães registrou, ainda, que os 17 presos foram transferidos para a Penitenciária de São Raimundo Nonato com a fim de ocultar a prática de tortura. O presidente da Ordem requereu também que seja realizado exame de corpo de delito nos presos que foram transferidos entre os dias 10 e 13 de novembro deste ano, bem como sejam adotados os demais procedimentos necessários para apuração do crime.
Presidente da OAB-PI solicitou apuração sobre crime de tortura.A Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) informou através de nota, que os agentes penitenciários e policiais militares cumpriram sua missão de custodiar e garantir a permanência nas unidades prisionais do estado de 17 presos que tentaram fuga na Penitenciária Irmão Guido na última terça (10).
Túnel foi cavado pelos presos da Penitenciária Irmão Guido.Para a Sejus, informações preliminares dão conta que as escoriações existentes nos internos foram ocasionadas durante a própria tentativa de fuga, ao passarem pelas grades e pelo buraco, e em decorrência do uso de munição não letal pelos agentes de segurança da unidade para conter a fuga e haja visto o fato de os detentos estarem armados com ferros.
Tentativa de fuga
No terça-feira (10), cerca de 70 detentos do pavilhão B tentaram fugir da Penitenciária Irmão Guido por um túnel cavado em uma das celas. Alguns presos conseguiram serrar as grades e pularam o muro da unidade. Toda ação foi abortada pelos agentes penitenciários, que perceberam a movimentação estranha.
