Operação Déspota: promotor inicia ações penais junto ao TJ-PI
25/07/2016 às 13:40 Atualizado em 25/07/2016 às 13:57 2 min de leitura

A operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraudes em licitação e emissão de notas frias envolvendo políticos e empresários na cidade de Redenção do Gurguéia (a 670 km de Teresina), o que teria causado um prejuízo de R$ 17 milhões aos cofres públicos.
Oito pessoas continuam presas em Teresina, cinco delas na Casa de Custódia e três no quartel da Polícia Militar. O promotor disse que está avaliando a necessidade ou não da manutenção da prisão de alguns dos envolvidos, que já tiveram a preventiva prorrogada.
“Algumas pessoas já colaboraram e esclareceram fatos importantes para as investigações que nos deram maior amplitude e já estamos preparando para oferecer as primeiras denúncias no Tribunal de Justiça”, declarou o promotor Rômulo Cordão.
Ele não descartou a necessidade de acareação e delação premiada, porém ainda está sendo discutido com os advogados dos envolvidos. “Por ser um processo sigiloso ainda está sendo avaliado e discutido a força legal, mas eles demonstram interesse em participar”, afirmam o coordenador da Gaeco.
O promotor destaca que já colheu provas e informações suficientes para a ação penal sobre Redenção do Gurgueia e busca agora desdobramentos, já que as empresas atuavam em outros municípios. “Queremos ter uma maior noção do tamanho da atuação dos envolvidos em todo o estado do Piauí”, argumenta Cordão.
Fonte: Cidadeverde.com
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