''Operação Polícia Legal'' continua em todo o Piauí.A Polícia Civil do Piauí está vivendo dias de reivindicação. Deflagrado há 19 dias, no chamado “Movimento Polícia Legal”, os policiais civis não executam serviços que possuam qualquer ilegalidade.
Por falta de condições de trabalho nos equipamento de proteção individual como colete a prova de bala, armamento inadequado, inabilitação para conduzir viaturas e situações similares o efetivo deixou de realizar suas atividades.
Além da regularização das condições de trabalho, os policiais civis reivindicam reajuste salarial, para que seja feita a correção de uma distorção salarial que existe entre a base e os delegados de Polícia. O Policial Civil ganha hoje 25% do que ganha um delegado, ou seja, o que o delegado paga de imposto de renda é bem maior que o Policial Civil no final de carreira. Diga-se de passagem, trata-se de uma mesma categoria de mesmo nível superior.

O movimento Polícia Legal já passou pelas cidades de Picos e Oeiras, sendo que neste sábado (27), estiveram em Floriano.
De acordo com Cristiano Ribeiro, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpolpi), o movimento intitulado Policia Legal deverá ser permanente na Polícia Civil, para que os policiais atuem no limite da lei.
“É um trabalho de conscientização, nós estamos visitando e conscientizando porque ao longo de muitos anos nós exercemos atribuições que não estão no cargo que nós exercemos de Policial Civil. A mensagem do movimento é que todos cumpram a lei, que nós estejamos do lado da lei, e nós estando do lado da lei, estaremos do lado da sociedade. Nós queremos que o estado reapareça e que haja uma reestruturação da Polícia Civil”, ressaltou.
O objetivo do movimento é fazer com que os policiais façam somente as funções determinadas na lei. Segundo o presidente do Sinpolpi, todos os coletes da Polícia Civil venceram a validade no último dia 18. “Como é que o policial vai numa missão sem colete? Nossas vidas não são descartáveis, há cinco anos recebemos munições, viaturas com placas vencidas, não licenciadas. É um movimento onde os policiais querem trabalhar, mas que o estado dê contrapartida de oferecer as condições”, disse Cristiano Ribeiro.
