Para Edison Carvalho, sua filha tinha como meta salvar vidas, trabalhando como enfermeira.
“Ela estava se preparando para fazer um concurso na área dela [enfermagem], sempre falou que queria trabalhar na UTI, para salvar vidas, e eu acredito que hoje ela esteja salvando, pois muitas pessoas, com o que aconteceu, vão se salvar”, ressaltou.
Ao relembrar o crime, o piscicultor que tem agora apenas um filho vivo, que é estudante de medicina, afirmou que acredita na Justiça e tenta ter calma para acompanhar o caso, que está sendo investigado como um crime de feminicídio.
“Eu acredito que a Justiça vai ser feita aqui mesmo, a Justiça dos homens. Espero que isso não venha a acontecer com outros pais de família, que nossos políticos criem um projeto de lei que penalize mais esse tipo de coisa, esse tipo de violência. Têm pessoas que não podem estar no meio da sociedade, tem que ter rigor na lei para que outros pais, outras mães não chorem mais. Espero que ele pague pelo que fez, que a dor que eu, minha esposa e meu filho estamos sentindo é muito grande, isso não vai apagar nunca. A minha filha tinha uma vida que foi interrompida por um criminoso”, desabafou.
Edison Carvalho Filho, pai de Vanessa Carvalho.Leis mais rígidas
“Está mais que na hora que as leis sejam mais rígidas para se acabar com isso, é muito triste a gente ver uma criança ser estuprada, uma filha ser assassinada brutalmente, uma mulher ser agredida a cada minuto, tem que haver uma penalização maior. A gente está tentando fazer um movimento para que os políticos revejam isso, pode começar aqui por Teresina, na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa. Como é que nossas crianças crescem vendo isso aí? Eu tive a visita do pai da Camilla Abreu e eu vou conversar com ele para que gente possa sensibilizar, pois a gente só vê isso quando acontece com a gente. Eu pretendo bater na porta de cada um, pois não é coisa de outro mundo, é só aplicar a lei”, afirmou o pai.
Luta em defesa da mulher
O irmão de Vanessa, Edison Carvalho Neto, ressaltou que a família vai buscar apoio da sociedade para reforçar o combate à violência contra a mulher e a luta contra o feminicídio.
“A gente está tentando ter calma, aguardando que a Justiça seja feita, como ultimamente ocorreu em muitos casos de feminicídio. Conversei com meu pai e a gente vê que hoje precisa ser criado um núcleo especial junto com políticas públicas para se combater esses crimes bárbaros e a sociedade precisa se unir. A lei tem que ser mais rigorosa, da forma como está aí não basta. Só quem sofre é a família e a gente vai abraçar essa causa em defesa da mulher, na luta contra o feminicídio, na luta contra agressão à mulher. Minha irmã talvez se foi, mas ficou esse propósito para que novas ‘Vanessas’ não cheguem a morrer. O que a gente puder fazer para poder orientar, conversar com outras famílias, a gente vai estar passando para que não chegue no que chegou”, finalizou.
