Com transmissão ao vivo pelo YouTube da Secult, e também exibido pelo canal no YouTube da TV Assembleia, TV Antares e TV Garrincha, o espetáculo deste ano reúne quase 70 artistas de Bom Jesus e Teresina, numa junção de talento, fé e expressão cênica que emociona públicos de todas as idades.
Mais do que uma simples representação teatral, a Paixão de Cristo em Bom Jesus é a celebração de uma tradição que se fortalece a cada edição. É também um espaço de criação coletiva, de experiências estéticas profundas e de transformação afetiva, tanto para quem faz quanto para quem assiste.
“A gente conta, todos os anos, a mesma história. Mas ela nunca se repete. Cada encenação é única porque somos outros — os atores, a equipe, o público. É uma história viva, e o desafio é fazer com que essa vivacidade chegue a todos. O Salão da Serra nos oferece o cenário ideal: é grandioso, simbólico, e carrega uma beleza que ajuda a contar essa narrativa com verdade”, destaca o diretor do espetáculo, Franklin Pires, ator e encenador piauiense que conduz a montagem com sensibilidade e precisão.
O espetáculo deste ano reúne quase 70 artistas, numa junção de talento, fé e expressão cênica que emociona públicos de todas as idades.O município de Bom Jesus, a cerca de 600 km de Teresina, é conhecido por seu forte enraizamento católico e pelo protagonismo em manifestações artísticas no sul do estado. A encenação da Paixão de Cristo, que já faz parte do calendário cultural da cidade e do estado, envolve não apenas o talento dos artistas, mas também o engajamento da comunidade local, que acolhe e participa ativamente da montagem.
Para o secretário da Cultura do Piauí, Rodrigo Amorim, iniciativas como essa são fundamentais para manter vivas as tradições do povo piauiense. “A cultura também é feita de memória, de fé e de pertencimento. Apoiar e realizar eventos como a Paixão de Cristo é reafirmar nosso compromisso com o que há de mais precioso na nossa identidade: nossas expressões populares. A arte que nasce em Bom Jesus toca o coração do Piauí inteiro”, afirma o gestor.
A Secult reforça que o evento é gratuito e convida a todos — presencialmente ou pelas transmissões — a prestigiar essa celebração artística e religiosa, que une fé, emoção e cultura em um só espetáculo.