Dirigido e adaptado por Gil Vicente Tavares e estrelado pelo ator baiano Carlos Betão, o espetáculo remonta aos 40 anos de lançamento do livro e aos 70 anos do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro.

O grupo Teatro Nu, apresentou ao público um monólogo que traz em sua essência um pedaço do sertão brasileiro e um espaço para reflexão.

O enredo é inspirado num episódio ocorrido na infância do escritor: um sargento, que recebera 17 tiros num atentado na Bahia, foi conduzido com vida pelo pai de Ribeiro até Aracaju.
Getúlio Santos Bezerra, sargento sergipano, recebe a seguinte missão de um chefe político do estado: ele deve prender alguém e levar esse preso político de Paulo Afonso, na Bahia, a Aracaju, em Sergipe. É sua última missão, antes da pretensa aposentadoria. Contudo, as ordens são mudadas, o panorama político se altera e Getúlio recebe a contraordem de soltar o prisioneiro e sumir. Mas o sargento descumpre a ordem segue seu destino contra tudo e todos.

Foram 50 minutos de muitas cenas do romance, que pela força e o carisma do personagem na saga, rendeu muitos aplausos do público florianense.


O SESC criou o projeto Palco Giratório para difundir as artes cênicas brasileiras e democratizar o acesso à cultura, possibilitando trocas de experiências e intercâmbios entre artistas e a plateia, valorizando sempre a educação e cidadania dos espectadores.
