Nesta semana, a Polícia Federal desarticulou mais uma quadrilha que fraudava concursos públicos e vestibulares em todo o Brasil. Concursos como: Receita e Polícia Federal foram investigados e houve constatação de irregularidades.

A organização criminosa estaria atuando há pelo menos 16 anos, com controle central em São Paulo, e tentado interferir em, no mínimo, nove concursos, vestibulares e provas de residência médica. Entre os processos seletivos para o serviço público, praticamente todos foram organizados pelo Centro de Seleção da Universidade de Brasília, Cespe/UnB. Mas, por enquanto, o diretor de Inteligência da PF, Marcos David Salém, isenta a organizadora de responsabilidade no caso. "Não identificamos qualquer ligação dos acontecimentos com as empresas contratadas para fazer e aplicar as provas", disse.

De acordo com o Cespe, o transporte dos malotes lacrados com os cadernos de questões é feito pela própria empresa e com o acompanhamento dos coordenadores de aplicação de prova da organizadora, que são servidores da Universidade de Brasília. Assim, a empresa explicou que o desvio das provas da PF e da OAB ocorreu "nas dependências da Polícia Rodoviária Federal, e não no momento do transporte". O policial rodoviário citado foi preso ontem, durante a Operação Tormenta. A PRF não foi encontrada para responder sobre o caso.

Na tentativa de evitar novas ocorrências, a PF tenta fechar o cerco de quadrilhas como a identificada na operação. "Fazemos auditoria dos nossos concursos, mas estamos disponíveis, se provocados, a ajudar em situações suspeitas em qualquer outra seleção", explicou o delegado Vitor Hugo Rodrigues Alves, responsável pela ação. Para o diretor de Inteligência da PF, Marcos Salém, a prática resulta "em danos potenciais às instituições públicas". "Esses candidatos, quando conseguem entrar (no serviço público), ficam vulneráveis às organizações criminosas", enfatizou.