PF investiga grupo suspeito de usar documentos falsos de servidores estaduais para obter empréstimos
25/08/2020 às 10:39 Atualizado em 25/08/2020 às 10:46 2 min de leitura

Segundo a PF, os criminosos falsificavam documentos de servidores públicos estaduais para usar a margem consignável dos contracheques para obter os empréstimos. A operação foi batizada “Margem Livre” em referência a essa estratégia dos criminosos.
“Essa organização criminosa tinha acesso a contracheques de servidores públicos estaduais. Eles faziam um filtro, uma seleção daqueles que tivessem uma margem consignada maior e, com o uso de documentos falsos, obtinham junto à Caixa Econômica Federal e em benefício dessa organização criminosa os referidos empréstimos fraudulentos”, explicou a superintendente da Polícia Federal do Piauí, delegada Mariana Paranhos.
A operação realizada nesta terça foi a segunda fase da investigação. A primeira fase aconteceu em julho de 2020, quando duas pessoas foram presas suspeitas de se passarem por funcionários públicos para conseguir fazer os empréstimos.
Em julho, a Polícia Federal descobriu que os presos agenciavam pessoas para que se passassem por servidores estaduais. Assim, os suspeitos induziam pessoas para a prática do estelionato, entregavam documentos falsos e as orientavam sobre os procedimentos a adotar para a obtenção de empréstimo indevido. Em compensação, elas recebiam parte do valor obtido com o empréstimo consignado fraudado.
Ainda segundo a superintendente da PF, a operação desta terça-feira busca atingir os líderes da organização criminosas, o núcleo que tomava decisões dentro do grupo.
Até o momento, os investigadores conseguiram identificar pelo menos R$ 149 mil de prejuízo à Caixa Econômica. Segundo a PF, os criminosos cometeram a fraude várias vezes, e o prejuízo não foi totalmente contabilizado pelos policiais. Com a operação desta terça, os policiais esperam conseguir provas sobre as fraudes, e esse valor deve crescer.
Os presos podem responder pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação, uso de documento público e privado e associação criminosa. A soma das penas pode alcançar os 19 anos de prisão.
Fonte: G1 PI
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