De acordo com o estudo, a análise da dimensão Economia considera 33 indicadores distribuídos em quatro pilares estratégicos: Capital Humano, Infraestrutura, Inovação e Potencial de Mercado. A proposta é medir não apenas o tamanho atual da economia dos estados, mas principalmente a velocidade de evolução e a capacidade de criar um ambiente mais competitivo para investimentos, geração de empregos e desenvolvimento.
No mapa divulgado pelo CLP, o Piauí aparece em 5º lugar nacional em evolução econômica recente, atrás apenas de estados como Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Roraima e Amapá. O desempenho reforça a trajetória de crescimento observada nos últimos anos e sinaliza um ambiente cada vez mais atrativo para novos negócios e investimentos.
Resultado destaca expansão produtiva, energias renováveis e fortalecimento da economia estadual.Segundo a economista, o estudo do CLP consegue captar a capacidade dos estados de criar bases sólidas para crescimento sustentável e ganho de competitividade. “Mais do que medir o tamanho atual da economia, o ranking analisa a capacidade dos estados de criar condições sustentáveis para crescer, gerar renda, aumentar produtividade e ampliar competitividade no cenário nacional”, destacou.
O estudo chama a atenção para duas leituras diferentes dos dados. A primeira mostra quais estados estão avançando mais rapidamente, independentemente da posição histórica no ranking. Já a segunda leitura revela a posição atual de competitividade de cada unidade da federação. Nesse cenário, o desempenho do Piauí evidencia aceleração econômica consistente e ganho de competitividade.
Segundo o CLP, o Ranking de Competitividade dos Estados funciona como uma ferramenta de avaliação da capacidade dos estados de promover bem-estar social e desenvolvimento econômico por meio de políticas públicas eficientes, ambiente de negócios favorável e fortalecimento institucional.
A dimensão Economia avalia fatores ligados ao crescimento do mercado consumidor, expansão econômica, inovação, disponibilidade de infraestrutura e desenvolvimento de capital humano. O ranking utiliza dados oficiais de diferentes bases nacionais e é considerado uma das principais referências para análise de competitividade entre os estados brasileiros.
Uma nova agenda de crescimento econômico
O avanço do Piauí acompanha uma sequência de indicadores positivos registrados recentemente pelo estado. Dados econômicos nacionais já colocaram o Piauí entre os estados com maior crescimento do PIB no país nos últimos levantamentos, impulsionado principalmente pelo fortalecimento do agronegócio, expansão logística, investimentos em energias renováveis e aumento da capacidade produtiva industrial.
Sobre esse cenário, Jordânia Sales ressalta que o Piauí vem consolidando uma nova agenda de crescimento econômico. “Historicamente visto como um dos estados de menor dinamismo econômico do país, o Piauí passou a integrar, nos últimos anos, uma nova agenda de crescimento ligada ao agronegócio, à transição energética e à atração de investimentos estratégicos”, explicou.
A economista também destacou o peso das energias renováveis e da expansão agroindustrial no atual ciclo de crescimento. “O Piauí tornou-se referência nacional na geração de energia solar e eólica, atraindo bilhões em investimentos privados e inserindo o estado em uma agenda global voltada à transição energética. Esse movimento amplia a capacidade produtiva estadual e abre espaço para novos setores ligados à tecnologia, indústria limpa, inovação e economia verde”, pontuou.
Além disso, o desempenho no ranking reforça o momento de transformação econômica vivido pelo estado, marcado pela atração de investimentos privados, expansão da infraestrutura e fortalecimento de setores estratégicos voltados à inovação e ao desenvolvimento regional.
Para Jordânia Sales, os indicadores mostram que o estado vive um dos momentos mais promissores de sua história econômica. Ela completa dizendo: “Mais importante do que crescer rapidamente é construir condições para sustentar esse crescimento no longo prazo. Se conseguir transformar o atual ciclo de expansão em ganhos permanentes de produtividade, educação, infraestrutura e inovação, o estado pode consolidar uma mudança histórica de posição dentro da economia nordestina e brasileira”.
O Ranking de Competitividade dos Estados é divulgado anualmente pelo CLP e reúne indicadores organizados em pilares que analisam áreas como infraestrutura, educação, segurança pública, sustentabilidade, eficiência da máquina pública, inovação e potencial econômico.
