Enemésio Júnior, diretor da unidade de administração penitenciária da Secretaria Estadual de Justiça do Piauí (Sejus), ressalta o problema poderia ser amenizado através de ações articuladas pelo Estado, poder Judiciário e Ministério Público. Ele ressalta que o problema da superlotação é acentuado devido à grande quantidade de presos próvisórios, cerca de 68% dos detentos estão encarcerados sem julgamento. Em novembro do ano passado, o Estado ocupava a terceira colocação no ranking, de acordo com Relatório do Cadastro Nacional de Inspeções nos Estabelecimentos Penais (CNIEP), divulgado mensalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
"Esse é um problema de Estado, não apenas da Sejus, que tem feito seu trabalho. Atualmente, cerca de 68% dos nossos presos são provisórios. O Piauí é o 2º estado com mais detentos provisórios e só ganhamos da Bahia. Isso causa intraquilidade nos presos, porque eles não sabem quando vão sair. Precisamos nos unir para resolver o problema", disse Enemésio Júnior, em entrevista ao Notícia da Manhã, desta segunda-feira (30).
Enemésio JúniorEle cita como exemplo a situação da Casa de Custódia, onde dos mais de 900 detentos, apenas de 250 foram condenados. Enemésio Júnior ressalta que vistorias cotidianas são realizadas nos presídios do Piauí e a construção de Cadeia de Altos e a conclusão de obras na Central de Triagem e no presídio de Campo Maior, também desafogarão o sistema prisional do Estado.