Piauí tem 42 casos de síndrome Guillain-Barré e zica pode ser a causa
02/12/2015 às 08:56 Atualizado em 02/12/2015 às 08:59 2 min de leitura

“O aparecimento da síndrome se dá sempre após uma infecção. Todas as vezes que acontece um grande número de infecções, os casos de Guillain-Barré sobem. Mas neste ano, parece que o zica vírus atingiu mais pessoas do que se esperava, a magnitude foi enorme. Com isso, os gráficos mostram que semanas após os casos, o número de pessoas com a síndrome aumentou, por isso da relação”, disse Marcelo Adriano, neurologista, da Secretaria da Saúde do Piauí.
A síndrome Guillain-Barré é uma doença neurológica rara, que não tem causa definida, mas pode ser associada a doenças virais. Ela causa fraquezas ascendentes e paralisias flácidas, que costumam começar pelos membros inferiores e podem atingir as vias respiratórias.
“Todas as vezes que temos uma infecção, nosso organismo produz anticorpos que tentam eliminar as bactérias. Em algumas situações, esses glóbulos brancos erram o foco e acabam atacando o revestimento dos nossos nervos. Em dado momento, o corpo percebe o erro e cessa a produção dos anticorpos, mas aí o dano no nervo já aconteceu”, explicou o neurologista.
Para o médico da Sesapi, as doenças transmitidas pelo mosquito aedes aegypti (dengue, chikungunya e zica) e os efeitos causados por elas, como o aumento de casos de microcefalia e síndrome Guillain-Barré representam o maior desafio da saúde páblica brasileira dos últimos anos.
“A prioridade número um é acabar com o mosquito e tentar estancar esse ciclo. Ainda não temos vacina contra essas doenças e por isso temos que nos precaver. O quadro que enfrentamos está sendo um dos maiores desafios da saúde pública dos ultimas décadas no Brasil”, disse.
Fonte: G1PI
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