Foram recebidas 1.270 propostas de todo o país, das quais apenas 140 foram selecionadas. Entre os governos estaduais do Nordeste, somente o Piauí e o Ceará conseguiram aprovação de painéis.
Segundo o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí, Feliphe Araújo, o resultado consolida o trabalho que vem sendo realizado pelo estado para alinhar desenvolvimento e sustentabilidade. “Estar entre os dois estados do Nordeste com painel aprovado mostra que o Piauí está na vanguarda da agenda climática. Temos construído uma política ambiental robusta, que vai desde a transição energética até o fortalecimento de mecanismos internacionais de combate às mudanças do clima. A COP30 será uma oportunidade de apresentar ao mundo o que já fazemos e, principalmente, de captar parcerias para avançarmos ainda mais”, destacou.
Os debates ocorrerão tanto na Zona Azul, voltada para cooperação internacional e metas do Acordo de Paris, quanto na Zona Verde, destinada a ações nacionais e participação da sociedade civil.
Obra para construção da maior usina de hidrogênio verde do planeta.O gerente de Mudanças Climáticas da Semarh, Daniel Marçal, que coordenou a proposta, explica que o painel aprovado terá como foco os potenciais e as estratégias do Piauí na luta contra a crise climática.
“Apresentaremos as ações do estado para a transição energética, o avanço na elaboração do Plano Estadual de Ação Climática, que está em fase de conclusão, e também o programa REDD+ jurisdicional, que já começa a ser implementado. Esse programa prevê a geração de créditos a partir da redução do desmatamento e de emissões de poluentes, possibilitando a captação de recursos internacionais para o Piauí”, afirmou.
Entre os temas a serem discutidos estão ainda a conformidade climática do estado, a implementação das metas brasileiras definidas no Acordo de Paris e o papel do Piauí como referência no setor de energias renováveis.
A presença da Semarh na COP30 reforça o protagonismo do estado no debate global sobre mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que abre portas para novas cooperações e investimentos internacionais voltados à sustentabilidade.