Piauí vai adotar internação compulsória para presos dependentes químicos
08/06/2017 às 13:45 Atualizado em 08/06/2017 às 16:43 2 min de leitura

Em entrevista para a Rádio Cidade Verde, Fábio Abreu explicou que a medida, em fase de estruturação, é diferente da adotada por São Paulo na tentativa de acabar com a cracolândia da capital paulista.
No caso piauiense, a ação poderá evitar que espaços semelhantes, tomados por usuários de drogas, surjam em Teresina, sem a intenção de internar compulsoriamente todos que possuam vício em entorpecentes.
"Nós vamos fazer as prisões, encaminhar para a audiência de custódia e, ao invés dele ser liberado, ele vai ser encaminhado compulsoriamente, através da Justiça, para um tratamento", disse o secretário, no programa Cidade Verde Notícias de quarta-feira (7).
Os detentos deverão ser avaliados por uma equipe multidisciplinar do Tribunal de Justiça durante a audiência de custódia, na qual o juiz decide o destino dos presos em flagrante. A internação compulsória só será adotada para quem cometer algum delito por relação direta com entorpecente, não cabendo a outros usuários de drogas ou a presos sem vícios.
Fábio Abreu acrescentou que uma rede está sendo montada para receber os presos, com 500 vagas em instituições conveniadas. As comunidades terapêuticas serão preparadas para garantir segurança aos outros internos que não cometeram crimes. "Estamos desenvolvendo um sistema que, esperamos, consiga recuperar essas pessoas".
Fonte: Cidadeverde.com
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