O comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto Gomes de Souza, destacou que o inquérito foi criterioso, ouvindo todos os envolvidos, e não encontrou indícios de corrupção de menores e nem incitação a violência”. “De tudo que foi apurado no inquérito policial, e foi por um oficial bem criterioso, foi ouvida a população, os familiares, todos os envolvidos, e não teve nenhuma comprovação que ligasse o policial ao fato do crime de Castelo”, garantiu o comandante.
Comandante geral da PM, coronel Carlos Augusto Souza.A investigação foi comandada pelo capitão Jean Charles Mendes Oliveira.
Prisão de Gleison
No dia do crime em Castelo, o policial que apreendeu o adolescente Gleison da Silva, 17 anos, foi Elias Júnior. A denúncia é que ele deteve o menor e ao invés de levar para a delegacia da cidade, encaminhou Gleison para a residência do PM. Gleison foi preso e morto dentro de uma cela do CEM (Centro de Educação Masculina) em Teresina.
O comandante Carlos Augusto disse que na investigação foi constatado que a delegacia estava tumultuada pelo crime dos estupros e o menor seria linchado pela população. Com isso, o policial levou para sua residência, o que foi considerado normal.
Sobre a presença de Elias Júnior em Castelo, já que ele é lotado em Campo Maior, foi provado que o comandante do quartel autorizou sua ida a cidade para ajudar nas buscas aos criminosos.
Policial Elias Júnior.“Foi relatado no inquérito que o PM levou o adolescente preso para a sua residência para preservar a vida dele, já que a população estava muito revoltada em frente à delegacia”.Outra denúncia que pesava contra Elias Júnior é que seria proprietário da rádio Mutirão em Castelo. Elias comandava um programa na rádio comunitária que era o mais ouvido da região. No inquérito foi comprovado que ele não é dono da rádio e nem proprietário de uma empresa de segurança.
Mudança de oficiais
O coronel Carlos Augusto informou ao Cidadeverde.com que mudará todo efetivo da Polícia Militar de Castelo. Os PM que atuam na cidade serão transferidos para regiões mais próximas. O comandante disse que a medida é para evitar problemas após a grande repercussão do crime em Castelo.
