Polícia conclui inquérito sobre 'desaparecimento' de bebê em parto
29/06/2010 às 15:45 Atualizado em 29/06/2010 às 15:47 2 min de leitura
"Concluímos que houve erro médico porque três médicos foram displicentes e negligentes. Foi comprovado que não havia bebê na hora do parto. Durante todo o tempo, a jovem foi induzida pelos prontuários médicos a acreditar que estava grávida", diz ao G1 a delegada Mara Cristina da Costa Santos, responsável pelas investigações. O inquérito considerou laudos do Instituto Médico Legal (IML).
Segundo Mara, exames apresentados por Lana comprovaram a gravidez até um determinado período. "Não temos como afirmar, mas acredito que ela tenha perdido o bebê depois da 26ª semana de gestação porque, em depoimento, ela relatou intensa perda de sangue durante três dias. Ao procurar um centro de saúde, no entanto, teriam dito a ela que isso era normal", afirma a delegada.
Mara afirma que, devido ao trauma, Lana faz tratamento psicológico e psiquiátrico. Os três médicos que atenderam a jovem durante o pré-natal serão indiciados por lesão de natureza culposa (sem intenção), ainda segundo a delegada.
Em abril, para ter o seu bebê, Lana procurou o Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Pará. Depois de examiná-la, um ginecologista indicou "os batimentos cardíacos do feto" e disse que o bebê estava sentado, em posição pélvica. A jovem foi encaminhada a Maternidade do Povo e, durante a cirurgia, teve uma surpresa. Outro médico disse que não havia bebê.
Fonte: G1
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