Polícia do Piauí apura agressões homofóbicas em página do Facebook
24/03/2017 às 13:55 Atualizado em 24/03/2017 às 16:27 2 min de leitura

Juliana contou que as agressões aconteceram em uma postagem com uma foto sua. Na publicação, ela responderia questionamentos sobre produtos vendidos na loja.
Ela acredita que seus cabelos curtos e as tatuagens motivaram o comportamento preconceituoso por parte do rapaz, que é estudante de educação física em Teresina.
"Ele disse que eu era sapatão e que Deus abomina isso, me xingou ainda de outros nomes. Eu tenho cabelo curto, sou tatuada, e não sou lésbica, ele agiu de forma preconceituosa. E mesmo que eu fosse, ele não tem direito, isso é ofensivo", declarou.
Ela se mostrou indignada principalmente porque tem dois filhos, de 19 e 13 anos, que viram as ofensas e ficaram revoltados.
"Minha filha quis responder, mas eu não deixei, falei que ia procurar informações e denunciar, não ia deixar assim. Falei com algumas pessoas que já o conhecem e dizem que ele é assim sempre, não é a primeira vez que faz esse tipo de coisa", declarou.
A titular da especializada, delegada Vilma Alves, é que fará a mediação da audiência que acontecerá no próximo dia 28. O rapaz será intimado a comparecer por até três vezes e, caso não vá espontaneamente, será conduzido.
Juliana destacou que não quer indenização, mas que pretende que ninguém mais seja vítima desse tipo de agressão.
"Eu quero só que ele respeite as pessoas. Ele disse que Deus abomina esse tipo de coisa [lésbicas], mas Deus abomina é o preconceito. Muita gente disse que se eu seguir adiante, vão achar que eu sou lésbica. Eu não me importo, porque isso não é um problema, mas ele falou como se fosse algo pejorativo, como se eu fosse a escória do mundo. Ele que é", finalizou.
Fonte: Cidadeverde.com
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