Chegada da Polícia no localAs terras do Cajueiro III foram invadidas novamente há alguns dias atrás e mais uma vez, foi dado uma ordem de desocupação das terras e a polícia foi acionada para acompanhar de perto esse procedimento.
Sem terra PabloA desocupação foi feita sem nenhuma resistência, mas em vez de saírem completamente, armaram uma grande barraca na frente das terras e disseram que irão esperar pela justiça, pois os invasores estão crentes de que o dito proprietário das terras não tem nenhum documento que comprove isso.
Chegada do GRTDe acordo com um sem terra Antônio de Sousa “nós estamos indignados porque desde sexta-feira nós estamos com um advogado para quebrar uma liminar do Juíz e estão nos ignorando.”
Outro sem terra completa “nós buscamos justiça aqui dentro de Floriano e no momento não compareceram, buscamos um advogado de fora e fomos até em Teresina buscar uma procuração do Instituto de Terras do Piauí.... o que aconteceu foi que na sexta-feira fomos dar entrada no processo e o juiz estava de recesso, mas agora vem com essa ordem de despejo e quer dizer que, ele está de recesso para atender nosso advogado, mas está ativo para atender o advogado do que se diz dono das terras...”
De acordo com o comandante New Marcos “estamos cumprindo ordem judicial, a justiça determinou, expediu uma liminar de desocupação dessas terras porque elas estão em litígio e até ser tomada a decisão final da justiça, as terras devem ser desocupadas... estamos tentando resolver de forma pacífica.”
Completou ainda o comandante “a polícia está fazendo tudo, colaborando para que não haja nenhum confronto, ajudamos até a tirar as coisas, o pessoal está cumprindo a palavra e nós também vamos cumprir a nossa e espero que mantenham... queremos evitar o confronto.”
Já de acordo com o Toinho Ramos, líder dos invasores “mais uma vez eu lamento, Floriano continua a molequeira que vem acontecendo há muitos anos, a justiça só está vendo um lado, cadê o juiz que não dá o outro lado para nos ouvir?...”
No final, logo depois da desocupação, acamparam na frente das terras e o Toinho Ramos destacou “se precisar, vamos ficar um ano, dois anos, dez anos, mas nós vamos lutar por essas terras para esse povo, que mostraram que tem coragem.”
Invasores montando a barraca
Sem terras
Sem terra
Invasão das terras

