Polícia vai investigar frase transfóbica em cemitério de Teresina
07/01/2017 às 08:23 Atualizado em 07/01/2017 às 09:59 2 min de leitura

De acordo com o delegado Emir Maia, as investigações poderão apontar até mesmo a existência de um grupo neonazista em Teresina. Isso porque, junto com a frase, havia o desenho de uma cruz suástica - embora, da forma como desenhado, o símbolo represente desejos de "felicidade e boa sorte" entre budistas.
"A princípio, a frase por si não caracteriza um crime de ameaça, porque a vítima deve ser determinada. Mas não podemos deixar de agir tendo em vista nossos conhecimentos de grupos de intolerância no Piauí", declarou o delegado.
Segundo ele, o desenho por si já caracteriza crime, sujeito a detenção de dois a cinco anos e multa, por apologia ao nazismo.
"Se ao fim chegarmos à autoria, teremos esse delito. É necessário saber a intenção do agente. E o aviso está dado, vamos trabalhar para prevenir e dar segurança à população LGBT", disse.
Irmandade homofóbica
O delegado lembrou ainda o indiciamento dos irmãos Dijael Verissimo de Sousa e Lucas Verissimo de Sousa, suspeitos de defender mortes de homossexuais no Piauí. Em fevereiro de 2014, o grupo Matizes, entidade em defesa dos LGBT, denunciou a “irmandade homofóbica” em Teresina.
O grupo estaria distribuindo um bilhete escrito à mão que usa o símbolo do nazismo e que pede a morte de homossexuais, além de estar "recrutando" seguidores na capital.
Fonte: Cidadeverde.com
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