Após os professores ameaçarem greve no início do próximo ano, agora é a vez dos policiais militares do Piauí. Ontem eles se reuniram na sede da Associação Beneficente dos Cabos e Soldados do Piauí (ABECS) em assembleia geral para deliberar sobre um movimento de paralisação da categoria. Entre as reivindicações estão: melhorias das condições de trabalho e aumento salarial. Os policiais ameaçam entrar em greve em fevereiro de 2011, às vésperas do Carnaval.

Representantes da Abcpol (Associação Beneficente Recreativa do Círculo dos Policiais e Bombeiros Militares) e Soação (Sociedade de Ação e Assistência dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Piauí) também participaram da reunião.

“Ontem, discutimos sobre a nova lei de promoção de praças e oficiais do quadro administrativo, sobre o aumento do tíquete alimentação e do valor das diárias para viagens. Esses valores estão congelados há dez anos. A diária hoje é de R$ 50. Nós queremos que esse valor passe para R$ 110. E o valor do tíquete alimentação, queremos que aumente de R$ 4 para R$ 12”, disse o presidente da ABECS, soldado Jarbas Cavalcante.

Outra questão que foi colocada em pauta na assembleia de ontem foi a carga horária de trabalho do policial militar. “Nós queremos que isso seja definido de acordo com o que ordena a Constituição Federal. Hoje, a carga horária fica a mercê do comandante-geral da PM/PI", complementou o presidente.

Segundo o soldado Jarbas Cavalcante, a greve está prevista apenas para o final do mês de fevereiro do próximo ano. “A decretação da greve depende de uma orientação nacional. Quando o primeiro estado do Sul parar as atividades, nós aderimos. E isso só deve acontecer depois do dia 20 de fevereiro, quando os deputados voltarem ao trabalho”, enfatizou.