Preparação psicológica vira trunfo da seleção feminina de judô para 2016
03/11/2013 às 12:22 Atualizado em 03/11/2013 às 12:27 2 min de leitura

O judô feminino tem outra representante do Piauí na delegação, além da campeã olímpica Sarah Menezes. É a psicóloga Luciana Castelo Branco. Após fazer um trabalho de preparação com Sarah, a médica recebeu o convite para compor a equipe multidisciplinar da seleção brasileira. Com um dos trunfos dos últimos resultados, o lado psicológico dos atletas começa a ser estudado e preparado para as Olimpíadas Rio 2016.
Com os bons resultados obtidos desde o início do ano, por ser o primeiro do ciclo olímpico, os judocas foram avaliados para montar a estrutura de trabalho ao longo dos próximos anos. Luciana Castelo Branco explica que a aplicação de testes foi justamente para uma questão avaliativa.
- No mundial, as atletas fizeram essa avaliação. Mas somente depois é que os testes aplicados vão mostrar o perfil e as habilidades psicológicas específicas com base em um padrão que está baseado na evolução. Tudo isso para que possamos aperfeiçoar essas habilidades buscando trazer mais resultados, como em Paris, e fazer com que elas desenvolvam cada vez mais essa parte mental – explica.
A evolução técnica, tática e psicológica pode ser vista mais comumente. No entanto, a evolução psicológica, segundo Luciana Castelo Branco, também pode ser encontrada. Dando uma dica, a profissional pede para que o semblante dos atletas seja analisado. Nele é que estão os benefícios dessa preparação, que hoje é um dos suportes de trabalho dentro do esporte de alto rendimento.
Mas esses benefícios não ficam restritos somente ao rosto dos atletas. De acordo com Luciana, influencia também na postura. A forma como o judoca passa a se portar dentro do tatame e a busca pela luta com mais confiança torna aparente o trabalho desenvolvido.
- Dentro da preparação podemos perceber isso na Erika Miranda, na Maria Portela. São duas atletas que vemos evoluir bastante na preparação psicológica. Outras também, mas no sentido de ficarem mais calma, mais concentradas – aponta a psicóloga.
Fonte: G1 PI
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