"Em janeiro e fevereiro, os repasses do FPM são até razoáveis, mas quando chega março, há uma queda na arrecadação, principalmente devido ao Carnaval. A estimativa é que essa redução seja de 30% em comparação com o mês de fevereiro", esclareceu Arinaldo.

Em entrevista ao Jornal do Piauí desta terça-feira (23), o presidente da APPM enfatiza que os municípios já vinham "cortando na carne" e, por isso, não têm mais margem para diminuir despesas. "Agora vão cortar no osso. Vão ter que sacrificar alguma área para pagar servidores", lamentou.
Arinaldo acrescenta que um dos maiores problemas enfrentados pelos gestores municipais são os gastos com os programas federais. "No começo, a gente usava 60% dos recursos do Fundeb, por exemplo, para pagar os professores. Hoje em dia, tem cidade que usa 200%, ou seja, ainda tem que completar. O governo federal não pode continuar colocando programas sociais sem dar a devida contrapartida, porque quem sai prejudicado é o município. Hoje os programas estão subnotificados", destaca.