
- Evidentemente o médico tem de saber que está restrito a um código. Se acontecer alguma, coisa pode vir a ser punido, pois há uma recomendação contrária da câmara técnica da área dele. Não é uma proibição, ele pode decidir como entender que deve, por sua conta e risco, como tudo na medicina. Se acontecer alguma coisa, ele pode ser responsabilizado. O Conselho não poderia nesse momento, de forma covarde, se omitir de dar um parecer.
O doutor Provenzano afirmou que o Cremerj questionou as câmaras técnicas de infectologia e da medicina desportiva. E o parecer foi contrário à retomada imediata. Mas destacou que não se trata de uma resolução, e sim uma recomendação.
- Quando houve a notícia de possível retomada, o Cremerj questionou a câmara técnica. Câmara técnica é um grupo de especialistas renomados que emite pareceres, criam resoluções A pergunta foi essa: seria adequado retomar agora? A câmara entendeu que neste momento haveria risco, sim. Então não foi feita uma resolução. A gente fez uma recomendação, tipo uma orientação aos colegas dos clubes. Que vão seguir essa orientação ou não sob responsabilidade deles.
O médico, que é clínico geral e endocrinologista, citou o caso do Flamengo, um dos líderes do movimento de retomada e já iniciou treinamentos.
- Se o doutor Tannure entende que o que fez no Flamengo dá segurança, é responsabilidade dele. O Cremerj não quer acabar com futebol, impedir o futebol. Não temos, inclusive, poder legal para isso.