Procon registra 7.901 reclamações da má qualidade da telefonia móvel no PI
13/11/2014 às 10:21 Atualizado em 13/11/2014 às 10:23 3 min de leitura

O aparelho caiu no gosto popular, pois segundo os usuários é um meio utilizado para resolver problema. A dona de casa Fátima Fernandes afirmou que não sai de casa sem o aparelho. Já para o mototaxista Rafael Santanta, o celular é de grande importância. “50% dos meus clientes é pelo celular, eles ligam, informam o endereço e eu vou buscá-los”, disse.
Mesmo caindo no gosto da maioria da população entre os usuários a reclamação da má qualidade do funcionamento do serviço é comum. O analista de sistemas Pedro Júnior afirmou que é muito difícil conseguir uma ligação na primeira tentativa. “É muito difícil a ligação completar na primeira vez e já aconteceu de ligar para fixo e cair na caixa de mensagem”, falou.
O problema com a telefonia móvel atrapalha também quem precisa de socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebe uma média de 5 mil ligações por mês e desse total a principal causa de interrupção da maioria das chamadas é problema de telefonia. Só em outubro foram registrados 411 casos. “Toda vez que existe uma pessoa que solicita socorro essa ligação entra em uma central telefônica e ela é atendida por um técnico responsável por coletar os dados. Muitas vezes quando a pessoa está transmitindo informação relativas a endereço para o técnico a ligação cai, com isso a pessoa tem que retornar a ligação e geralmente está ocupado, pois entra outra ligações”, explicou Marcelo Araújo, chefe de serviço de enfermagem do Samu.
A telefonia móvel é uma das campeãs de reclamação do Procon, só este ano já foram 7.901 reclamações. “Essas reclamações elas nunca diminuem, sempre vão se avolumando mais mesmo com a ação efetiva do Procon. Mesmo com a ação enérgica e efetiva do Procon a diminuição é muito pouca em relação ao número de reclamações. Mesmo com a aplicação de multas, a instauração de processos administrativos as reclamações são as mesmas”, contou.
De acordo com o estudante Thiago Henrique, o alto valor do serviço não condiz com o serviço prestado. “O telefone fica mudo, as ligações não completam, são vários os problemas e o custo do serviço é muito alto e condiz com o serviço”.
A Tim informou que não identificou falhas recentes na sua rede em Teresina, mas diz que está atenta as demandas dos seus clientes e tem feito investimentos relevantes em infraestrutura. Já a Oi informou que sua rede de telefonia móvel está em pleno funcionamento, sem registro de congestionamento ou lentidão em Teresina. O Bom dia Piauí procurou as outras operadoras, mas não recebeu resposta até o momento.
Fonte: G1 PI
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