Entre os 443 ex-deputados federais estão nomes conhecidos nacionalmente como Ciro Gomes, ACM Neto, atual prefeito de Salvador, Moreira Franco, o atual secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo Michel Temer, os ex-deputados Antonio Palocci e Eduardo Cunha e até a juíza Denise Frossard, que botou a cúpula do jogo do bicho do Rio de Janeiro na Cadeia e depois se candidatou a deputada federal, vencendo a eleição.
Osmar Júnior, Antonio José Medeiros, Simplício Mário, B. Sá e Nazareno Fonteles.Peculato
O crime de que são acusados os ex-deputados é peculato, cuja pena varia de 2 a 12 anos no caso de condenação.
Aceitar a denúncia
Primeiramente o Tribunal Regional Federal precisa aceitar a denúncia da Procuradoria da República com base nas evidências distribuídas em mais de 50 denúncias assinadas pelo procurador Elton Ghersel. O relator do caso é o desembargador Olindo Menezes. O voto dele recebendo ou rejeitando a denúncia será levado para julgamento na 2ª Seção do TRF 1. Caso ela seja aceita, os ex-deputados viram réus e vão responder ações penais.
Começou em 2009
A investigação começou em 2009 quando a imprensa denunciou que parlamentares estavam utilizando sua cota de passagens destinadas a deslocamentos para suas bases em turismo, beneficiando até familiares.
"Farra das passagens"
A farra das passagens consistiu na utilização de recursos da cota a que os parlamentares tinham direito para emissão de passagens para familiares, assessores e pessoas próximas, além do uso pelos próprios políticos para viagens a lazer. Em outras palavras, os deputados viajavam pelo Brasil e exterior com dinheiro público, muitas vezes para passear e ainda davam suas cotas para outras pessoas.
A Procuradoria recebeu apoio da Polícia Federal durante a investigação. Foram examinados 160 mil bilhetes aéreos pagos pela Câmara aos deputados entre 2007 e 2009 às companhias Gol e TAM. Os gastos com esses bilhetes chegaram a R$ 70 milhões em valores da época.
Sétimo Waquim
O timonense Sétimo Waquim, que foi deputado federal pelo PMDB juntamente com B.Sá e Antônio José Medeiros, segundo fonte de Brasília, teriam exagerado na utilização das passagens indevidamente.
Votação decepcionante
Por falar em Sétimo Waquim, foi decepcionante a votação de sua mulher, Socorro Waquim, para vereadora de Timon pelo PMDB. Conseguiu se eleger, mas não com a votação "espetacular" que se esperava. Não chegou a 3 mil votos. Para quem foi prefeita duas vezes da cidade, pelo menos 6 mil eram esperados.
Resistência
Sem perceber o universo, forte grupo petista resiste à ocupação de espaços importantes pelo PMDB no governo de Wellington Dias, segundo fonte do próprio PT.
"Quem comanda sou eu"
Segundo a mesma fonte petista, o governador Wellington Dias já mandou um forte recado para o setor resistente: "quem comanda o Governo sou eu".
Pablo é unanimidade
Filho de Warton Santos, o deputado estadual e médico Pablo Santos é praticamente unanimidade dentro do PMDB para ocupar um dos importantes cargos a serem destinados ao partido.