Professores do PI denunciam atraso de salários no 'Brasil Alfabetizado'
07/04/2014 às 09:29 Atualizado em 07/04/2014 às 09:40 3 min de leitura

"A bolsa mensal é de R$ 400 referente a 2h30 de aula por dia, que acontece de segunda a sexta-feira nas zonas urbanas e rurais de Floriano e outras microregiões como Guadalupe, Nazaré do Piauí, São Francisco do Piauí, Itaueira e Flores do Piauí. Além dos salários atrasados, estamos tirando dinheiro do nosso próprio bolso para comprar o lanche dos alunos, porque senão eles deixam de frequentar as aulas. Tenho estudante de 75 anos de idade, que já trabalha o dia todo, chega cansado na escola e sem incentivo acaba desistindo do programa", revelou.
Ainda de acordo com ela, a única bolsa depositada foi referente ao mês de novembro e mesmo após cobranças dos professores ninguém deu satisfação. "O programa termina em junho. Em todos esses meses não deixamos de ministrar aula um dia e de enviar a frequência. É inaceitável essa situação", destacou.
Os professores ameaçaram que se nada for feito até o mês de abril deixarão de enviar as frequências, que serve como comprovação das aulas ministradas.
O G1 procurou o órgão responsável pelo programa Brasil Alfabetizado no Piauí. A diretora geral da Unidade de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação, Rosimar Costa, confirmou o atraso nas bolsas, mas de apenas quatro meses, e que o problema está no orçamento federal.
"Somos apenas responsáveis pela seleção e cadastro dos professores no programa, depois apenas ficamos com a função de enviar a frequência mensal por e-mail ao Governo Federal. O próprio Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) deposita o dinheiro da bolsa direto na conta do docente. Não temos culpa do atraso", comentou.
Para Rosimar Costa, o programa possui quatro mil bolsistas em todo o estado que atuam em 202 cidades. Ela declarou saber do atraso de apenas uma parcela da bolsa e não de cinco como denuncia os professores, mas que já entrou em contato com os responsáveis pelo projeto em Brasília.
"Eles informaram que é problema no orçamento e também estão fazendo algumas verificações no cadastro dos docentes e alunos. Às vezes a bolsa é bloqueada porque o professor aparece duas vezes na frequência, como aluno e docente. Isto precisa ser analisado", disse.
Fonte: G1 PI
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