Um projeto foi criado para estudar os efeitos do calor extremo na saúde da população, em Teresina, e as formas de reduzi-los. A iniciativa terá duração de dois anos e analisa quais as áreas da cidade mais expostas às altas temperaturas e os grupos mais afetados.
O objetivo é cruzar essas informações com dados de saúde e indicadores sociais e auxiliar os serviços de saúde no planejamento para períodos de calor intenso.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) participam do projeto “Calor Extremo e Saúde nos Ciclos de Vida em Teresina”, que faz parte do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde, do Ministério da Saúde.
Segundo a FMS, as atividades serão desenvolvidas em diferentes serviços da rede municipal, como unidades básicas de saúde, atendimentos especializados e setores responsáveis pelo monitoramento e pela prevenção de doenças.
O estudo também vai analisar os efeitos das altas temperaturas em diferentes grupos da população, como gestantes, mulheres no climatério e idosos, especialmente aqueles com maior risco de desenvolver problemas renais.
"No climatério, por exemplo, o estudo observará a relação entre altas temperaturas e sintomas como fogachos, alterações do sono e possíveis repercussões cardiovasculares e na saúde mental", explicou o médico da FMS, Breno Noah.
Outra frente do projeto será monitorar doenças transmitidas por insetos e outros animais que podem ser influenciadas pelas condições climáticas. Para isso, serão analisados em conjunto dados de temperatura, presença de mosquitos e registros de doenças.
Na área da assistência, serão elaboradas orientações para auxiliar os profissionais de saúde no atendimento de pessoas afetadas pelo calor extremo.
O projeto também pretende avaliar medidas capazes de reduzir as temperaturas nas áreas urbanas, como a ampliação da arborização e a preservação da biodiversidade.
“Queremos transformar o conhecimento produzido em ações concretas para proteger a população dos efeitos do calor extremo e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde”, afirmou Breno Noah.
O programa contará com cinco grupos de trabalho, cada um formado por 12 bolsistas. Ao todo, serão 60 participantes, entre estudantes, professores e profissionais da rede municipal de saúde. Alunos de dez cursos da UFPI também participarão das atividades.
