O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), voltou a negar nessa quinta-feira (29) que tenha discutido com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a possibilidade de assumir um cargo no governo federal. A declaração foi dada após especulações sobre uma eventual visita de Lula ao estado para oficializar um convite.

"Não estou sabendo de nada disso, nem que ele virá ao Piauí. Também não recebi nenhum convite para ocupar qualquer cargo. Não conversei com o presidente sobre esse assunto", afirmou.

A declaração foi feita durante entrevista antes de uma celebração religiosa em homenagem aos 204 anos do Piauí. Ao ser questionado se aceitaria um eventual convite, Rafael voltou a descartar o cenário.

"Não tenho nem como pensar nessa possibilidade. Fiquei surpreso com essa grande especulação na mídia sobre o assunto", declarou.

Governador reforçou posição nas redes sociais

Horas depois da entrevista, Rafael utilizou a rede social X para reafirmar que nunca discutiu cargos no próximo mandato de Lula.

"Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica", escreveu.

Nome ganhou projeção na campanha de Lula

As especulações ganharam força após Rafael ampliar sua projeção nacional durante o segundo turno das eleições presidenciais.

Reeleito governador do Piauí ainda no primeiro turno, com 70,90% dos votos válidos, Rafael foi convidado para integrar a coordenação da campanha de Lula na reta final da disputa. Na equipe, atuou ao lado do senador Camilo Santana (PT-CE), do senador eleito Rui Costa (PT-BA) e do deputado federal André Janones (Rede-MG).

Em entrevistas após a eleição, o governador atribuiu parte da recuperação de Lula no segundo turno ao fortalecimento da presença do presidente nas redes sociais e à mobilização de apoiadores nas ruas.

"Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo", compartilhou no X.

Na publicação feita nesta quinta, Rafael também destacou o desempenho eleitoral de Lula no Piauí. No segundo turno, o presidente recebeu 75,88% dos votos válidos no estado e venceu nos 224 municípios piauienses.

Já o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), recebeu 525.859 votos no estado, o equivalente a 24,14% dos votos válidos.

Durante a entrevista, Rafael também comentou a saída de Flávio Bolsonaro do país.

"Eu acho lamentável, mas é absolutamente insignificante. Nem o partido dele o acompanhou. Ele, na verdade, abandonou os seus próprios aliados. Todas as instituições reconheceram o resultado final. Então, é uma atitude absolutamente insignificante", disse.

Anúncio de secretários

Pelas redes sociais, Rafael anunciou nessa quinta-feira (29) que o secretário de Segurança Pública, Antônio Luiz Soares, e o secretário de Estado da Saúde, Dirceu Hamilton Cordeiro Campelo, permanecerão nos cargos durante o próximo mandato.

Segundo o governador, os demais nomes do secretariado devem ser anunciados ainda este ano.

"Eu já anunciei dois hoje e devo anunciar os próximos nos próximos dias. Vou tirar quatro dias de descanso com a família e, logo na sequência, vou anunciar o restante dos secretários", concluiu.