O parlamentar afirma que se o governador Wellington Dias conversasse com ele a respeito do projeto, desistiria. “O Projeto de Lei não beneficia os praças da Polícia Militar, tenho certeza que o governador Wellington Dias não sabe do que se trata essa lei, ele sabe o que dizem, se ele conversar comigo sobre essa lei, a retira de pauta”, disse.
Segundo Robert Rios a lei “sequestra” competências da Polícia Civil e as transfere para a Polícia Militar, como o gerenciamento de intercepção de sinais. “Dessa forma quem vai fazer o grampo é a Polícia Militar que não faz inquérito policial. É uma aberração. Tenho cursos sobre Inteligência e sei que essas mudanças criam uma divisão contra inteligência”, disse.

Robert Rios voltou a criticar a situação econômica do país; a incapacidade de gerenciamento da presidente Dilma Rousseff e afirma que a renúncia é a melhor opção. Para ele, Dilma não representa os valores do povo brasileiro. “Não podemos manter o governo para salvar o status quo da companheirada”, ressaltou.
Em aparte, o deputado Marden Menezes (PSDB) voltou a falar sobre a falta de respeito e expressões do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva ao falar com a presidente Dilma por telefone. “Foram usadas expressões grotescas e chulas que não tenho coragem de repetir. O que demonstra a falta de respeito do ex-presidente com a mulher e com a presidente”, disse.
Foi também pontuado no discurso o desgaste e envolvimento da política em denúncias de corrupção. “Se alguém do meu partido se corromper não me levará junto. Sou defensor da causa da honestidade, não posso defender esse tipo de gente. Precisamos encontrar uma saída urgente”, finalizou.